“Quem vê duplo sentido em tudo dá pra um bom publicitário”

Jokes aside, agências e empresas que têm como referência valores relacionados à inovação e alinhamento às novas tendências geralmente escolhem um profissional com um jeito diferente de enxergar a vida e o trabalho. São pessoas que unem ambos em algo unicamente prazeiroso e empregam seus sentimentos (sem interferir no briefing) durante cada etapa da criação de um anúncio (no caso da equipe de criação), por exemplo.
É difícil explicar o perfil que o mercado publicitário procura atualmente, até porque se eu já soubesse tim-tim por tim-tim, eu já estaria atuando como diretor de criação na Crispin Porter + Bogusky Worldwide.
Retomando ao título do post, acredito fortemente que as características abaixo compõem um bom publicitário:
- Senso crítico apurado;
- Uma veia de loucura (assim como menciona Aristóteles em sua tão conhecida frase);
- Vontade de crescer/ambição;
- E, acima de tudo, ética.
Nosso meio está se tornando um desagradável lugar onde um quer passar por cima do outro para atingir seus objetivos. E isso, infelizmente, é fato. Sei que um mero texto publicado em um blog recém-inaugurado e com (de acordo com o Google Analytics) menos de 50 visitantes únicos não vai mudar o mundo e a percepção das pessoas em relação a ele, mas o que custa fazer sua parte e contribuir para a melhoria social de nosso próprio habitat? Imaginem só se todos esses 50 visitantes únicos colaborassem. Sim, o mercado agradece por um crescimento insignificantemente maior. Se não o mercado, eu pelo menos agradeço.
Tenham um ótimo dia!
Esclarecendo de uma vez por todas a diferença entre publicidade e propaganda
Nada mais adequado do que começar um blog voltado à alunos e interessados pelo mundo da publicidade e propaganda definindo esses dois termos tão usados de forma incorreta. Os absurdos que ouço e leio de pessoas tentando explicar o significado de cada qual até me assustam. Não que eu seja o super publicitário dono da verdade, longe disso. Só quero fixar alguns conceitos simples na cabeça dos leitores do blog antes que estes cometam alguma gafe embaraçosa por aí. Só um comentário: acho que ainda não havia falado a palavra “espantosa˜ esse mês, mas whatever. Vamos ao que interessa…
Publicidade, que em inglês significa advertising (e não publicity, como veremos mais a seguir), significa comunicação comercial. Já, propaganda, em todos os países (com exceção do Brasil) é comunicação de fé, ideológica e política, realizada de forma paga ou não.
Como mencionei, publicity, mesmo parecendo ortográfica e foneticamente com publicidade, não tem nada a ver com ela. Mesmo. Publicity é assessoria de imprensa, em Relações Públicas. É a assessoria para empresas, empresários, astros, marcas e produtos, para conseguir a veiculação gratuita de notas, notícias e comentários positivos na imprensa, de uma forma geral.
Advertising deriva de advert - que eram os anúncios usados pelos fazendeiros norte-americanos, veiculados nos jornais para anunciar a fuga de escravos e as recompensas pela sua captura. Funcionava tanto que virou nome da atividade. No Brasil, os anúncios com esta mesma finalidade chamavam-se reclames, termo muito usado até a metade do Século XX, e que é até hoje usado em Portugal.
Entretanto, aqui no Brasil, por alguma misteriosa razão, grande parte do mercado usa os termos como se fossem sinônimos. Mas não são. Para isso, basta procurar no Amazon.com, por exemplo, livros sobre ‘propaganda’ (sim, se escreve propaganda em inglês) e sobre ‘advertising’. Agora leia o resumo de cada um. Livros de propaganda tratam sobre comunicação política, religiosa ou ideológica. Livros de ‘advertising’ tratam de publicidade, ou seja, comunicação focada em vendas.
Apesar da confusão dos termos, a ABAP (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) aprendeu a lição e mudou seu nome, que há uns 10 anos atrás terminava com Propaganda. Felizmente, o Código de Auto-Regulamentação Publicitária já nasceu com o nome correto. :)
Mesmo com tanta informação relevante espalhada por aí, diversos autores, jornalistas especializados, publicitários e até dicionários confundem os dois termos como se fossem sinônimos. Ainda assim, adapte-se ao Brasil e viva a homogeniedade etimológica, caso prefira. Mas guarde consigo os conceitos certos sobre assuntos que você irá vivenciar tanto tempo. Acima de tudo, faça um bom trabalho e não esquente tanto com esse tipo de coisa.
Espero que gostem do blog. Em breve tem mais!
Abraços,
Junior

